Irão retalia contra EUA e ataca radares e sistemas de defesa norte-americanos

Irão retalia contra EUA e ataca radares e sistemas de defesa norte-americanos

O Irão atacou instalações norte-americanas de radares e de defesa antiaérea no Golfo, alertando Washington para ataques "ainda mais poderosos" que se avizinham, num conflito que ameaça alargar-se com o envolvimento dos rebeldes houthis do Iémen.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Centcom via Reuters

A Guarda Revolucionária do Irão disse ter atingido esta terça-feira dois sistemas de defesa antiaérea e uma instalação de radar em dois postos avançados norte-americanos no Bahrein, assim como sistemas de mísseis defensivos, de receção de radar e de satélite no Kuwait.

Após estes ataques, "o inimigo deve preparar-se para ondas de drones e ataques com mísseis ainda mais decisivos e poderosos", alertou Teerão num comunicado divulgado pela agência Irna.

O Exército iraniano disse, por sua vez, ter atacado "três bases importantes" utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait - Arifjan, Al-Udairi e Ahmad Al-Jaber - com drones suicidas.

A Guarda Revolucionária iraniana indicou também que dois petroleiros foram intercetados no estreito enquanto seguiam uma rota não reconhecida por Teerão ao largo de Omã, "depois de explosões terem provocado grandes incêndios a bordo".

Apesar do colapso do cessar-fogo, Teerão anunciou que continuam a ser trocadas mensagens diplomáticas entre ambas as partes através de intermediários.Estados Unidos concluíram décima noite de ataques
O Exército norte-americano anunciou esta terça-feira que levou a cabo a décima noite consecutiva de bombardeamentos contra o Irão, nomeadamente contra centros de comando militar e alvos marítimos, "com o objetivo de reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar os navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".

Os ataques foram realizados depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido punir o Irão pela morte de soldados norte-americanos.

Já na noite anterior, Trump tinha afirmado que o Irão fora atingido “com muita força” em “homenagem” aos três soldados norte-americanos mortos recentemente, dois na Jordânia e um no Iraque.

Entretanto, o tráfego marítimo na região corre o risco de ficar ainda mais paralisado depois de os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, terem anunciado que iriam impor um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, no Mar Vermelho.

Perante esta ameaça dos houthis e a intensificação das hostilidades entre Washington e Teerão, os preços do petróleo atingiram na segunda-feira o valor mais elevado em mais de um mês. Esta terça-feira registavam uma ligeira descida.

c/ agências
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